segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Jogos e Brincadeiras Antigas

Em todo esse tempo no PIBID pudemos expressar e compreender a importância de planejar nossas ações na escola, apesar de todo contra tempo que encontramos este ano no projeto. Sabemos que o ato de planejar é imprescindível , pois é uma questão de organização e coordenação face aos objetivos proposto .
Planejamos nossa quarta  intervenção  pensando em compartilhar conhecimentos desta vez de forma lúdica tanto para nós bolsista, quanto para os alunos do 4º ano, pois decidimos trabalhar com eles “Jogos e Brincadeiras antigas” com a finalidade de resgatar jogos e brincadeiras perdidos no tempo com o avanço tecnológico.
Começamos a aula no primeiro dia com um vídeo onde visualizamoswse34r’ alguns jogos e brincadeiras não tão antigas, mas que já não são lembradas e nem passadas para as crianças. Discutimos um pouco sobre o assunto e percebemos que a maioria prefere jogos no celular ou computador. Discutimos ainda, a diferença entre jogos e brincadeiras e levamos um texto para fazer uma leitura coletiva sobre o assunto e por fim uma atividade de interpretação. Neste dia as atividades foram mediadas por mim, Lara e Tairini.
Reservamos o segundo dia para fazer uma mini gincana na quadra da escola com jogos e brincadeiras antigas. E percebemos a dificuldade que as crianças tem de obedecer algumas regras em certos jogos. Alem disso eles não aceitam perder de forma alguma, talvez pela falta de brincar e socializar diretamente com outras crianças, como me lembro que fazia na minha infância. Ao sairmos da quadra pedimos, como uma prova para contabilizar pontos, uma pesquisa sobre jogos e brincadeiras antigas no contexto famílias para o próximo dia.
O terceiro dia as crianças levaram as pesquisas e tiveram mais um momento de discutir sobre o assunto numa roda de conversa mediada pelos bolsistas Murilo e Maria.
O ultimo dia demos continuidade a mini gincana na quadra com um jogo de baleado entre os alunos do 4º e 5º ano e podemos perceber ainda mais as dificuldades das crianças em respeitar as regras do jogo, para eles a disputa valia qualquer coisa, até mesmo se desentenderem.

 Foi uma semana divertida e pudemos perceber o quanto realmente esse tema foi importante, pois algumas brincadeiras as crianças não conheciam, muito menos sabiam respeitar as regras de jogos. Através do lúdico a criança forma conceitos, idéias, desenvolve habilidades, e o mais importante, se socializa.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Diversidade musical

Nossa segunda Intervenção na Escola Vilma Brito Sarmento, com os alunos do 4° ano teve como tema: "Diversidade musical” com intuito de apresentar a maioria dos ritmos brasileiros. Escolhemos cinco ritmos para explicarmos de onde e como surgiu. Os ritmos escolhidos foram: pagode, funk, axé, forró e mpb. Dividimos a turma em cinco grupos e cada referente aos ritmos e cada bolsista ficou responsável por explicar e apresentar uma música no grupo que ficar. Meu grupo, foi o grupo do axé, foi o grupo que criou tumulto por conta de nada mais e nada menos que o preconceito com o ritmo e ouvimos das crianças que o Axé é "música oferecida” "musica do diabo” "música do satanás " e outras coisas do tipo. Se vendo nessa situação, tivemos que abrir um dialogo aprofundado para quebrar com a visão distorcida e estereotipada encontradas pelas famílias  dentro das igrejas. Não obrigamos, nem pedimos para que as crianças gostassem de um ritmo ou outro, apenas sugerimos que cada um respeitasse n só a música, mas também a religião que cada um escolheu seguir. Foi um dialogo interessante e tivemos a participação da Professora Supervisora para ajudar a tentar quebrar a barreira do preconceito. Provavelmente não quebramos mas plantamos uma sementinha de respeito dentro de cada um. Depois de discutir a Diversidade musical  os ritmos, instrumentos e outros, reservamos o ultimo dia para uma atividade mais lúdica, onde as crianças contraíram instrumentos com material reciclado para apresentar seu ritmo. todas as crianças participaram e o interessante foi que ninguém ficou parado no ritmo do axé, inclusive aqueles que mais apertava na tecla do preconceito. O grupo que melhor apresentou ganhou como premio dois pirulitos e não poderíamos deixar de premias os outros também, com um pirulito pela participação completamente ativa que tiveram, pois é uma turma super participativa e a conversa paralela é sempre sobre o assunto, são curiosos e gostam de ser estigados. Entretanto esta intervenção foi excepcionalmente produtiva porque não só passamos como adquirimos conhecimento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Retornando

Entre idas e vindas que ocorreu com o PIBID neste ano de 2016, só agora, já em agosto, quase no finalzinho do ano pudemos retornar a escola Vilma Brito Sarmento. Claro que nosso retorno não poderia ser diferente de como sempre foi, planejamos nossa volta e também houve algumas mudanças com o quadro de bolsista. Com a questão da permanência ou não do Programa foram longos meses tendo apenas as reuniões semanais até que foi decidido que revogariam o edital que confirmava o fim do PIBID até o fim do ano corrente. Neste meio tempo alguns bolsista se desvincularam, novos bolsistas entraram, então mesmo com a bagunça, tivemos que seguir nos apropriando para retornar a sala de aula. Quando enfim retornamos, nos apropriamos da realidade dos alunos com base no que as Professoras Supervisoras nos passavam nas reuniões, assim pudemos planejar, escolher um tema e aplicar nossa intervenção. Pelo pouco tempo que nos restou, procuramos conciliar assuntos que fizessem link com assuntos abordados anteriormente pela Professora. desse modo chegamos a conclusão que deveriamos trabalhar a tematica "Amizades e as redes sociais" tendo como objetivo  principal compreender o déficit de proficiência na leitura e na escrita dos alunos e ainda, a conscientização do uso das redes sociais e das amizades mantidas nesses ambientes. Foi um trabalho muito bom e que conseguimos alcançar nossos objetivos. Percebemos o envolvimento das crianças e quanta facilidade discutiram o assunto. Como era nosso primeiro contato com eles, nada melhor do que realizar uma dinamica para nos conhecer, depois, apresentamos o assunto, discutimos, fizemos atividades e no segundo dia de intervenção realizamos uma oficina, que dividimos a turma em cinco grupos, cada grupo mediado por um bolsista que disponibilizou seu celular para que as crianças pudessem conversar umas com as outras. isto para observarmos como estava a escrita das crianças em relação as abreveaturas existente nas redes sociais. Apos isso pedimos que eles fizessem uma reescrita formal da conversa. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Labirinto

                                       


O labirinto é constituído por um conjunto de percursos complicados com a intenção de desorientar quem o percorre de tal maneira que fica difícil encontrar a saída, porém, não impossível. Assim é como costumo me ver em alguns momentos no PIBID e cada percurso encontrado é uma experiência (boa ou ruim) já vivida no projeto. Todas essas experiências têm uma importância grandiosa tanto na minha vida acadêmica, quanto na minha vida pessoal. No começo me sentia perdida como se estivesse realmente em um labirinto, isto era inevitável pois era o começo de vivenciar coisas novas. 
Para iniciar tais coisas novas, primeiramente fomos apresentados nos espaços virtuais (moodle e facebook) onde eram realizados fóruns e postagens de fichamentos, resenhas, resumos, mapas conceitual, dentre outras atividades. Tudo isso acompanhado sempre de embasamentos teóricos e discussões dos mesmos. Depois de estarmos preparados teoricamente, chegou a vez de vivenciar o chão da escola e para isso fizemos uma das experiência que mais contribuiu para o nosso caminhar pratico, que foi a pesquisa etnográfica. Trazendo como embasamento o texto de Evandro Ghedin e Maria Santoro “A etnografia como paradigma de construção do processo de conhecimento em educação” e logo depois Construímos em grupo a elaboração das questões de pesquisa e os objetivos, conjunto o roteiro de observação, e as entrevistas a serem realizadas com as docentes, gestão e coordenação.
Dando continuidade a cada aprendizado no PIBID, outra experiência magnífica foi o de está na sala de aula com os colegas e o Professor Supervisor, lá pudemos viver a realidade da educação básica brasileira e nos deparar com os nossos dilemas e os dilemas já existentes dos professores supervisores, que percebemos ser de todos os demais professores da rede pública de ensino. Dilemas estes que posso relatar alguns, tais como, a sala superlotada, crianças especiais sem cuidadores, crianças indisciplinares, dentre outros. E tudo isto para uma professora apenas dar conta.
 Ainda em sala de aula pudemos verificar os diferentes níveis de alfabetização das crianças com mais uma experiência nomeada diagnostico de leitura, escrita e produção de texto. Com os resultados obtidos era vez de aplicar intervenções elaboradas especificamente conforme as necessidades de aprendizagem das crianças. Para isso tivemos como embasamento os livros “Alfabetização - Método Sociolingüístico: consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire” de Onaide Mendonça e “Tijolo por tijolo: leitura e produção escrita” de Ana Tereza Naspolini.
Todas as experiências citadas acima foi um percurso percorrido pelo meu labirinto, nelas encontrei dificuldades e nem sempre alcancei de imediato os objetivos, porem tenho a certeza de que mesmo sendo difícil fui percorrendo todos os caminhos até chegar na experiência que mais mexeu comigo que foi a criação de um blog onde todas as experiências deveriam ser relatadas e fundamentadas. A minha maior dificuldade era justamente na escrita, talvez por ter medo de errar, assim vinha o medo de arriscar, mas com a prática fui vencendo esses medos e hoje aos poucos vou me surpreendendo e avançando cada vez mais. A criação deste blog foi um grande passo para nos aperfeiçoar na escrita e alimenta-lo com minhas experiências foi enriquecedor, pois cada postagem era um novo desafio para escrever. Além disso o blog é o momento de socializar com os colegas todas estas experiências.