Primeiramente o que esperar de alunos de 5°
ano com idade entre 10 e 11 anos? Pois bem, eu esperava chegar na sala de aula
neste dia e encontrar alunos que ao menos soubessem ler e escrever, porém, não
foi bem isso que encontrei junto com meus colegas. O choque de realidade da
educação brasileira pública, digamos que foi um pouco assustador, pois na sala encontram-se
alunos que ao menos foram alfabetizados, mas que teve que passar para esta
serie por conte do sistema de ciclo que ocorre nas escolas públicas. Deparamos-nos
com um grande desafio, onde não nos cabe culpar alguém por essa situação
precária na educação do nosso país, nosso primeiro pensamento está sendo
procurar formas e métodos que ajude essas crianças a se desenvolverem,
principalmente, no domínio da leitura e da escrita. Assim começamos a aplicar
nosso diagnóstico, que será de grande importância para que possamos nos guiar
por um caminho eficaz.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Planejamento entre bolsistas, professoras supervisoras e coordenação
Neste semestre estamos vivenciando mais uma experiência de
tamanha importância e em um trabalho colaborativo entre coordenação, supervisão
e bolsistas, juntos começamos a elaborar o planejamento das classes
contempladas com o projeto para o ano letivo. Podemos observar que não é fácil
como todos pensam que seja, pois tudo o que elaboramos deve ter sentido dentro
do contexto do aluno. Segundo Vasconcellos (2000), Planejar é antecipar
mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto; e buscar
fazer algo incrível, essencialmente humano: o real ser comandado pelo ideal.
Então nesse trabalho colaborativo prevemos mentalmente como deveríamos agir e
desse modo seguimos numa dimensão que abrange a realidade, a finalidade e o
plano de ação. Ainda
com Vasconcellos (2000), posso relatar que o empenho no ato de planejar
depende, antes de tudo, do quanto se julga aquilo importante, relevante
(corresponde a interesses do sujeito/ grupo) quando á interesse nos resultados,
certamente o sujeito/ grupo vai se envolver no planejamento, a fim de garantir,
o máximo possível que o resultado almejado venha a se concretizar. Portanto aos
poucos e bem embasados, nós bolsistas, junto com os professores supervisores e
ainda em processo de aprendizado procuramos seguir passo a passo do que se pede
um planejamento.
PIBID
Assim como na escola dos anos iniciais, do ensino
fundamental, do ensino médio a vida universitária também existe lacunas que
necessitam ser preenchidas e posso dizer que cursando o V semestre o PIBID vem
preenchendo algumas ou até mesmo todas elas. Mesmo com algumas dificuldades que
encontro nos meus caminhos, posso dizer o tamanho da gratificação em todas as
minhas experiências com o projeto e uma das mais importantes é a realidade que
vivemos em sala de aula junto com as professoras supervisoras, porém houve e há
todo um processo de embasamento teórico antes de acontecer tal experiência.
Desse modo contamos com atividades que para que aconteça maior desenvolvimento
nesse processo. Contamos com reuniões, que não pode faltar, até porque são
nelas que decidimos tudo o que vamos fazer, tanto em atividades para nós
bolsistas e supervisores quanto atividades na escola para os alunos. As nossas
atividades se resume em resenhas, fichamentos, mapa de estudos, envios de
trabalhos para o ambiente virtual moodle, chat de discussão sobre determinado
tema no moodle e no facebook e vários outros métodos de comunicação e interação
entre os membros do grupo.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Me conhecendo
Chamo-me Mariana Souza
Santos, sou natural de Jequié-Ba, nasci na Clinica Servir ás 04:10 do dia 04 de
junho de 1993, sou filha de Magali Queiroz De Souza e Antonio Paulo Alves
Santos, porém moro desde os 04 meses de idade com minha vó materna. Minha vó "Dona
Carminha" é a pessoa a quem devo tudo o que sou hoje e agradeço muito a
Deus por ele ter me dado não apenas uma vó, mas uma mãe, um pai, um anjo
protetor. não nasci em "berço de ouro", mas sempre tive tudo o que
precisei e o necessário para ser uma pessoa de caráter e
humilde assim como a minha vó que sempre lutou e luta para que eu tenha
principalmente o estudo, pois o maior orgulho dela é me ver estudando porque ao
contrario dos seus filhos que não quiseram estudar, inclusive minha mãe, e não
souberam agarrar a oportunidade do estudo, com fé em Deus vou ser a primeira a
se formar e ter um diploma na minha família.
A participação dos pais (no meu caso a participação da
minha vó) tem forte impacto sobre o desempenho escolar dos filhos. Outros
fatores, como atividades extracurriculares e hábitos de leitura também influenciam
no aprendizado. A participação não é só na verificação dos deveres ou nas reuniões
programadas. Isso é importante, mas existem outras formas de estar presente e
contribuir para a educação dos filhos. Os pais devem ir à escola, conversar com
funcionários, professores e procurar colaborar. Assim, eles mostram que
acreditam na educação. E o que acontece? Os educadores também trabalham
motivados, contribuindo para a qualidade do ensino. Portanto esse relacionamento da família com a Escola implicará em um bom desenvolvimento da criança.
Desde pequena sempre tive um grande
incentivo da minha vó para estudar, muitas vezes esse incentivo vinha e ainda
vem acompanhado de frases. "Estuda! porque a pessoa sem estudo não é
nada" ou "Eu não estudei, sua mãe não estudou, mas faço questão que
você estude!" ou "Eu valorizo a pessoa que estuda, porque o
estudo é tudo na vida da pessoa" e tantas outras frases que marcaram e
marca minha vida. Ela foi a minha motivação para nunca desistir de estudar e me ensinou que mesmo com dificuldades podemos chegar sempre mais longe.
A participação dos pais (no meu caso a participação da
minha vó) tem forte impacto sobre o desempenho escolar dos filhos. Outros
fatores, como atividades extracurriculares e hábitos de leitura também influenciam
no aprendizado. A participação não é só na verificação dos deveres ou nas reuniões
programadas. Isso é importante, mas existem outras formas de estar presente e
contribuir para a educação dos filhos. Os pais devem ir à escola, conversar com
funcionários, professores e procurar colaborar. Assim, eles mostram que
acreditam na educação. E o que acontece? Os educadores também trabalham
motivados, contribuindo para a qualidade do ensino. Portanto esse relacionamento da família com a Escola implicará em um bom desenvolvimento da criança.Minha vida escolar primeiros passos
Iniciei minha vida
escolar ainda
bem pequena com apenas 03 anos de idade na Escola Municipal Rotary, uma escola
pequena, de bairro. Na pré-escola, minha primeira Professora teve grande
importância, pois foi ela quem guiou meus primeiros passos dentro da escola,
com objetivo de me inserir naquele meio. Nas series seguintes até a 3ª serie,
hoje chamada de 4º ano, tive a segunda professora, também importantíssima, pois
ela ia continuar me guiando no contexto escolar e dessa vez de uma forma
interativa no mundo da leitura e da escrita, ela foi uma pessoa muito dedicada
no meu processo de alfabetização que ocorreu de forma tradicional, onde primeiramente conheci o alfabeto, primeiro as vogais, depois as consoantes para daí juntar vogais e consoantes e assim formar palavras. Lembro-me, ainda, das minhas aulas de
português, após o período de alfabetização, que giravam em torno de leituras, interpretações
de textos, ditados, cartilhas, etc. Com a mesma dedicação fui conhecendo a matemática,
a historia, a ciência e a geografia. Além da escola, eu tinha um reforço em
casa com uma das minhas primas, que pouco tinha paciência para me ajudar em
meus erros, seja interpretativo ou ortográfico. Assim ela achava que me dando beliscões
ou puxando meus cabelos isso seria resolvido, dessa forma, minha Vó logo
procurou me colocar em uma banca que ficava próxima a minha casa, lá conheci a
Luciana, um doce de pessoa que me ajudou importantemente no meu desenvolvimento
escolar, com ela tirava todas as minhas duvidas, pois tinha vergonha de
perguntar a professora na sala de aula. Entretanto a minha primeira escola foi
um lugar que logo me adaptei por ter tamanha troca de conhecimentos tanto na
relação de professor e aluno quanto na relação de alunos entre si.
Quando já estava cursando a
3ª serie a escola entrou numa reforma e ia ser transferida para um local mais
longe, como eu estudava pela manhã e ia para escola com minhas primas, minha Vó
decidiu me mudar de escola, assim terminei o 3ª serie na Escola Estadual
Lomanto Junior daí a ansiedade, o medo, a curiosidade do novo tomou conta de mim, pois
deixava para trás o que já havia acostumado e construido na minha escolinha, a
Pró Mônica, Maísa, meus coleguinhas, porém levava comigo todo conhecimento
adquirido com eles. Nesse meu novo cenário escolar conheci minha nova
professora, a Pró Lucia, bem mais rígida do que as outras, mas apesar de eu ser
uma pessoa extremamente tímida eu cumpria corretamente todas as minhas tarefas,
a partir daí fui começando a fazer minhas atividades sozinhas, sem ajuda, sem
reforço, sem banca. Assim terminei o ensino fundamental anos iniciais e passei para o ensino
fundamental II (Ginásio) , a partir da 5ª serie vivenciei mais uma nova experiência, e dessa
vez não foi troca de escola, pois permaneci nessa escola até completar ensino
fundamental, passei a ter professores por disciplina, ao todo teria umas nove
disciplinas apenas, que eram as básicas (português, matemática, história e
geografia) e outras “novas” (artes, educação física, inglês e religião).
Minha vida escolar ensino médio
Ao completar o ensino
fundamental, mudei de escola por não ter na mesma o ensino médio, daí comecei
mais uma etapa na minha vida escolar dessa vez no Colégio Modelo Luis Eduardo
Magalhães onde tudo o que aprendi anteriormente me ajudou bastante para minhas
novas formas de aprendizado.
Primeiramente consegui uma vaga nessa escola foi
um grande desafio, pois por ser uma instituição de grande dedicação ao ensino e
com profissionais de tamanha responsabilidade todos os pais queriam que seus
filhos estudassem lá após o ensino fundamental, só que a escola não podia
acomodar todos que queriam e sim a quantidade que cabia na demanda da escola,
enfim, consegui a minha vaga e desse modo fui me aperfeiçoando e aproveitando
todo processo de aprendizagem e descobertas que a escola tinha a me oferecer. Alem
das disciplinas que já citei acima tirando artes e religião, pude contar no
Modelo, com as disciplinas de biologia, física, química, sociologia e filosofia.
Pude contar, nesse processo de aprendizado, com professores maravilhosos e um
tanto criativos em suas aulas. além dos professores, conheci amigos que marcaram a minha vida e também reencontrei amigos que havia deixado lá nos anos iniciais.
Minha vida Universitária
Após o ensino médio tentei o
vestibular para o curso de enfermagem, mas não passei, daí fui fazer um curso
pré-vestibular para que eu pudesse me capacitar um pouco mais e vieram mais duas
tentativas no curso de enfermagem e farmácia. Em 2012 quando fui me escrever
para o vestibular já não sabia o que queria e então minha intenção era se
escrever para o curso de Biologia, mas no ato de inscrição de ultimo momento
optei pelo curso de Pedagogia e já com pensamento negativo de que não ia passar
mais uma vez, fazia minha parte indo para o cursinho. Evitei corrigir minhas
provas após o vestibular e já não tinha mais ansiedade de esperar o resultado
final, porém todas as vezes que eu fazia o vestibular ouvia minha vó dizer
quando eu pegava o resultado que não tinha passado: “É assim mesmo, continue
estudando porque um dia você passa”, ela nunca desacreditou em mim, sempre me
motivava. Então no dia 4 de janeiro de 2013 não tive interesse de ver o resultado
final do vestibular, foi então que recebo uma ligação da minha amiga que dizia:
“amiga você passou, você passou no vestibular!”. Eu persistir em dizer que ela
deveria está enganada e então fui olhar o resultado, pois é, eu tinha passado mesmo
e ver o meu nome ali na lista do curso de Pedagogia foi uma alegria tão grande
como se fosse a primeira vez que tinha feito o vestibular e do mesmo modo minha
família e principalmente minha Vó explodia de alegria.
Um dia antes de começar meu
novo passo na vida educacional a ansiedade e pensamentos tomavam conta de mim e
de jeito algum eu queria perder meu primeiro dia na Universidade Estadual do
Sudoeste da Bahia. Sem saber o que me esperava a partir daqui fui descobrindo
no próprio curso que realmente era o que eu queria e cada semestre vem sendo
descobertas maravilhosas.
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