quarta-feira, 25 de março de 2015

Diagnóstico de avaliação de leitura e escrita do 5° ano

Primeiramente o que esperar de alunos de 5° ano com idade entre 10 e 11 anos? Pois bem, eu esperava chegar na sala de aula neste dia e encontrar alunos que ao menos soubessem ler e escrever, porém, não foi bem isso que encontrei junto com meus colegas. O choque de realidade da educação brasileira pública, digamos que foi um pouco assustador, pois na sala encontram-se alunos que ao menos foram alfabetizados, mas que teve que passar para esta serie por conte do sistema de ciclo que ocorre nas escolas públicas. Deparamos-nos com um grande desafio, onde não nos cabe culpar alguém por essa situação precária na educação do nosso país, nosso primeiro pensamento está sendo procurar formas e métodos que ajude essas crianças a se desenvolverem, principalmente, no domínio da leitura e da escrita. Assim começamos a aplicar nosso diagnóstico, que será de grande importância para que possamos nos guiar por um caminho eficaz.

Planejamento entre bolsistas, professoras supervisoras e coordenação

Neste semestre estamos vivenciando mais uma experiência de tamanha importância e em um trabalho colaborativo entre coordenação, supervisão e bolsistas, juntos começamos a elaborar o planejamento das classes contempladas com o projeto para o ano letivo. Podemos observar que não é fácil como todos pensam que seja, pois tudo o que elaboramos deve ter sentido dentro do contexto do aluno. Segundo Vasconcellos (2000), Planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto; e buscar fazer algo incrível, essencialmente humano: o real ser comandado pelo ideal. Então nesse trabalho colaborativo prevemos mentalmente como deveríamos agir e desse modo seguimos numa dimensão que abrange a realidade, a finalidade e o plano de ação. Ainda com Vasconcellos (2000), posso relatar que o empenho no ato de planejar depende, antes de tudo, do quanto se julga aquilo importante, relevante (corresponde a interesses do sujeito/ grupo) quando á interesse nos resultados, certamente o sujeito/ grupo vai se envolver no planejamento, a fim de garantir, o máximo possível que o resultado almejado venha a se concretizar. Portanto aos poucos e bem embasados, nós bolsistas, junto com os professores supervisores e ainda em processo de aprendizado procuramos seguir passo a passo do que se pede um planejamento. 




PIBID


Quando estava cursando o III semestre do Curso de Pedagogia fiz uma prova de seleção para bolsista do PIBID – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência e foi uma grande vitória passar e esta no PIBID, subprojeto de Pedagogia – Anos Iniciais com a coordenadora Socorro Cabral na escola Vilma Brito Sarmento com as professoras supervisoras Jocelice, Lucia e Carmem. Essa nova experiência está sendo tão importante quando toda minha vida escolar, pois o que eu tenho vivenciado me faz entender o quanto o professor é importante e responsável com seus alunos.

Assim como na escola dos anos iniciais, do ensino fundamental, do ensino médio a vida universitária também existe lacunas que necessitam ser preenchidas e posso dizer que cursando o V semestre o PIBID vem preenchendo algumas ou até mesmo todas elas. Mesmo com algumas dificuldades que encontro nos meus caminhos, posso dizer o tamanho da gratificação em todas as minhas experiências com o projeto e uma das mais importantes é a realidade que vivemos em sala de aula junto com as professoras supervisoras, porém houve e há todo um processo de embasamento teórico antes de acontecer tal experiência. Desse modo contamos com atividades que para que aconteça maior desenvolvimento nesse processo. Contamos com reuniões, que não pode faltar, até porque são nelas que decidimos tudo o que vamos fazer, tanto em atividades para nós bolsistas e supervisores quanto atividades na escola para os alunos. As nossas atividades se resume em resenhas, fichamentos, mapa de estudos, envios de trabalhos para o ambiente virtual moodle, chat de discussão sobre determinado tema no moodle e no facebook e vários outros métodos de comunicação e interação entre os membros do grupo.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Me conhecendo

 Chamo-me Mariana Souza Santos, sou natural de Jequié-Ba, nasci na Clinica Servir ás 04:10 do dia 04 de junho de 1993, sou filha de Magali Queiroz De Souza e Antonio Paulo Alves Santos, porém moro desde os 04 meses de idade com minha vó materna. Minha vó "Dona Carminha" é a pessoa a quem devo tudo o que sou hoje e agradeço muito a Deus por ele ter me dado não apenas uma vó, mas uma mãe, um pai, um anjo protetor. não nasci em "berço de ouro", mas sempre tive tudo o que precisei e o necessário para ser uma pessoa de caráter e humilde assim como a minha vó que sempre lutou e luta para que eu tenha principalmente o estudo, pois o maior orgulho dela é me ver estudando porque ao contrario dos seus filhos que não quiseram estudar, inclusive minha mãe, e não souberam agarrar a oportunidade do estudo, com fé em Deus vou ser a primeira a se formar e ter um diploma na minha família. 


Desde pequena sempre tive um grande incentivo da minha vó para estudar, muitas vezes esse incentivo vinha e ainda vem acompanhado de frases. "Estuda! porque a pessoa sem estudo não é nada" ou "Eu não estudei, sua mãe não estudou, mas faço questão que você estude!" ou "Eu valorizo a pessoa que  estuda, porque o estudo é tudo na vida da pessoa" e tantas outras frases que marcaram e marca minha vida. Ela foi a minha motivação para nunca desistir de estudar e me ensinou que mesmo com dificuldades podemos chegar sempre mais longe. 
                                                                
              A participação dos pais (no meu caso a participação da minha vó) tem forte impacto sobre o desempenho escolar dos filhos. Outros fatores, como atividades extracurriculares e hábitos de leitura também influenciam no aprendizado. A participação não é só na verificação dos deveres ou nas reuniões programadas. Isso é importante, mas existem outras formas de estar presente e contribuir para a educação dos filhos. Os pais devem ir à escola, conversar com funcionários, professores e procurar colaborar. Assim, eles mostram que acreditam na educação. E o que acontece? Os educadores também trabalham motivados, contribuindo para a qualidade do ensino. Portanto esse relacionamento da família com a Escola implicará em um bom desenvolvimento da criança.




Minha vida escolar primeiros passos

Iniciei minha vida escolar ainda bem pequena com apenas 03 anos de idade na Escola Municipal Rotary, uma escola pequena, de bairro. Na pré-escola, minha primeira Professora teve grande importância, pois foi ela quem guiou meus primeiros passos dentro da escola, com objetivo de me inserir naquele meio. Nas series seguintes até a 3ª serie, hoje chamada de 4º ano, tive a segunda professora, também importantíssima, pois ela ia continuar me guiando no contexto escolar e dessa vez de uma forma interativa no mundo da leitura e da escrita, ela foi uma pessoa muito dedicada no meu processo de alfabetização que ocorreu de forma tradicional, onde primeiramente conheci o alfabeto, primeiro as vogais, depois as consoantes para daí juntar vogais e consoantes e assim formar palavras. Lembro-me, ainda, das minhas aulas de português, após o período de alfabetização, que giravam em torno de leituras, interpretações de textos, ditados, cartilhas, etc. Com a mesma dedicação fui conhecendo a matemática, a historia, a ciência e a geografia. Além da escola, eu tinha um reforço em casa com uma das minhas primas, que pouco tinha paciência para me ajudar em meus erros, seja interpretativo ou ortográfico. Assim ela achava que me dando beliscões ou puxando meus cabelos isso seria resolvido, dessa forma, minha Vó logo procurou me colocar em uma banca que ficava próxima a minha casa, lá conheci a Luciana, um doce de pessoa que me ajudou importantemente no meu desenvolvimento escolar, com ela tirava todas as minhas duvidas, pois tinha vergonha de perguntar a professora na sala de aula. Entretanto a minha primeira escola foi um lugar que logo me adaptei por ter tamanha troca de conhecimentos tanto na relação de professor e aluno quanto na relação de alunos entre si.

Quando já estava cursando a 3ª serie a escola entrou numa reforma e ia ser transferida para um local mais longe, como eu estudava pela manhã e ia para escola com minhas primas, minha Vó decidiu me mudar de escola, assim terminei o 3ª serie na Escola Estadual Lomanto Junior daí a ansiedade, o medo, a curiosidade do novo tomou conta de mim, pois deixava para trás o que já havia acostumado e construido na minha escolinha, a Pró Mônica, Maísa, meus coleguinhas, porém levava comigo todo conhecimento adquirido com eles. Nesse meu novo cenário escolar conheci minha nova professora, a Pró Lucia, bem mais rígida do que as outras, mas apesar de eu ser uma pessoa extremamente tímida eu cumpria corretamente todas as minhas tarefas, a partir daí fui começando a fazer minhas atividades sozinhas, sem ajuda, sem reforço, sem banca. Assim terminei o ensino fundamental anos iniciais e passei para o ensino fundamental II (Ginásio) , a partir da 5ª serie vivenciei mais uma nova experiência, e dessa vez não foi troca de escola, pois permaneci nessa escola até completar ensino fundamental, passei a ter professores por disciplina, ao todo teria umas nove disciplinas apenas, que eram as básicas (português, matemática, história e geografia) e outras “novas” (artes, educação física, inglês e religião).

Minha vida escolar ensino médio

Ao completar o ensino fundamental, mudei de escola por não ter na mesma o ensino médio, daí comecei mais uma etapa na minha vida escolar dessa vez no Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães onde tudo o que aprendi anteriormente me ajudou bastante para minhas novas formas de aprendizado.



 Primeiramente consegui uma vaga nessa escola foi um grande desafio, pois por ser uma instituição de grande dedicação ao ensino e com profissionais de tamanha responsabilidade todos os pais queriam que seus filhos estudassem lá após o ensino fundamental, só que a escola não podia acomodar todos que queriam e sim a quantidade que cabia na demanda da escola, enfim, consegui a minha vaga e desse modo fui me aperfeiçoando e aproveitando todo processo de aprendizagem e descobertas que a escola tinha a me oferecer. Alem das disciplinas que já citei acima tirando artes e religião, pude contar no Modelo, com as disciplinas de biologia, física, química, sociologia e filosofia. Pude contar, nesse processo de aprendizado, com professores maravilhosos e um tanto criativos em suas aulas. além dos professores, conheci amigos que marcaram a minha vida e também reencontrei amigos que havia deixado lá nos anos iniciais. 




Minha vida Universitária

Após o ensino médio tentei o vestibular para o curso de enfermagem, mas não passei, daí fui fazer um curso pré-vestibular para que eu pudesse me capacitar um pouco mais e vieram mais duas tentativas no curso de enfermagem e farmácia. Em 2012 quando fui me escrever para o vestibular já não sabia o que queria e então minha intenção era se escrever para o curso de Biologia, mas no ato de inscrição de ultimo momento optei pelo curso de Pedagogia e já com pensamento negativo de que não ia passar mais uma vez, fazia minha parte indo para o cursinho. Evitei corrigir minhas provas após o vestibular e já não tinha mais ansiedade de esperar o resultado final, porém todas as vezes que eu fazia o vestibular ouvia minha vó dizer quando eu pegava o resultado que não tinha passado: “É assim mesmo, continue estudando porque um dia você passa”, ela nunca desacreditou em mim, sempre me motivava. Então no dia 4 de janeiro de 2013 não tive interesse de ver o resultado final do vestibular, foi então que recebo uma ligação da minha amiga que dizia: “amiga você passou, você passou no vestibular!”. Eu persistir em dizer que ela deveria está enganada e então fui olhar o resultado, pois é, eu tinha passado mesmo e ver o meu nome ali na lista do curso de Pedagogia foi uma alegria tão grande como se fosse a primeira vez que tinha feito o vestibular e do mesmo modo minha família e principalmente minha Vó explodia de alegria.




Um dia antes de começar meu novo passo na vida educacional a ansiedade e pensamentos tomavam conta de mim e de jeito algum eu queria perder meu primeiro dia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Sem saber o que me esperava a partir daqui fui descobrindo no próprio curso que realmente era o que eu queria e cada semestre vem sendo descobertas maravilhosas.