terça-feira, 15 de março de 2016

Labirinto

                                       


O labirinto é constituído por um conjunto de percursos complicados com a intenção de desorientar quem o percorre de tal maneira que fica difícil encontrar a saída, porém, não impossível. Assim é como costumo me ver em alguns momentos no PIBID e cada percurso encontrado é uma experiência (boa ou ruim) já vivida no projeto. Todas essas experiências têm uma importância grandiosa tanto na minha vida acadêmica, quanto na minha vida pessoal. No começo me sentia perdida como se estivesse realmente em um labirinto, isto era inevitável pois era o começo de vivenciar coisas novas. 
Para iniciar tais coisas novas, primeiramente fomos apresentados nos espaços virtuais (moodle e facebook) onde eram realizados fóruns e postagens de fichamentos, resenhas, resumos, mapas conceitual, dentre outras atividades. Tudo isso acompanhado sempre de embasamentos teóricos e discussões dos mesmos. Depois de estarmos preparados teoricamente, chegou a vez de vivenciar o chão da escola e para isso fizemos uma das experiência que mais contribuiu para o nosso caminhar pratico, que foi a pesquisa etnográfica. Trazendo como embasamento o texto de Evandro Ghedin e Maria Santoro “A etnografia como paradigma de construção do processo de conhecimento em educação” e logo depois Construímos em grupo a elaboração das questões de pesquisa e os objetivos, conjunto o roteiro de observação, e as entrevistas a serem realizadas com as docentes, gestão e coordenação.
Dando continuidade a cada aprendizado no PIBID, outra experiência magnífica foi o de está na sala de aula com os colegas e o Professor Supervisor, lá pudemos viver a realidade da educação básica brasileira e nos deparar com os nossos dilemas e os dilemas já existentes dos professores supervisores, que percebemos ser de todos os demais professores da rede pública de ensino. Dilemas estes que posso relatar alguns, tais como, a sala superlotada, crianças especiais sem cuidadores, crianças indisciplinares, dentre outros. E tudo isto para uma professora apenas dar conta.
 Ainda em sala de aula pudemos verificar os diferentes níveis de alfabetização das crianças com mais uma experiência nomeada diagnostico de leitura, escrita e produção de texto. Com os resultados obtidos era vez de aplicar intervenções elaboradas especificamente conforme as necessidades de aprendizagem das crianças. Para isso tivemos como embasamento os livros “Alfabetização - Método Sociolingüístico: consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire” de Onaide Mendonça e “Tijolo por tijolo: leitura e produção escrita” de Ana Tereza Naspolini.
Todas as experiências citadas acima foi um percurso percorrido pelo meu labirinto, nelas encontrei dificuldades e nem sempre alcancei de imediato os objetivos, porem tenho a certeza de que mesmo sendo difícil fui percorrendo todos os caminhos até chegar na experiência que mais mexeu comigo que foi a criação de um blog onde todas as experiências deveriam ser relatadas e fundamentadas. A minha maior dificuldade era justamente na escrita, talvez por ter medo de errar, assim vinha o medo de arriscar, mas com a prática fui vencendo esses medos e hoje aos poucos vou me surpreendendo e avançando cada vez mais. A criação deste blog foi um grande passo para nos aperfeiçoar na escrita e alimenta-lo com minhas experiências foi enriquecedor, pois cada postagem era um novo desafio para escrever. Além disso o blog é o momento de socializar com os colegas todas estas experiências.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

VI Intervenção

Nesta intervenção decidimos trabalhar com gênero textual Bilhetes, por ser um texto curto e de fácil compreensão, já que os alunos ainda se encontra com algumas dificuldades na produção textual. Desse modo, nossa total intensão foi trabalhar com este texto contendo pouca expressão e ideias, mas com significados simples para eles. 
Sabemos que o ato de escrever vem acompanhado de inúmeras dificuldades, desde pequenos, expressar nossas ideias não é tão simples como imaginamos, tudo isso ao meu ver, pela falta de costume, por preguiça ou algum problema que afeta esta maneira de expressão. No entanto, o que realmente gostaríamos, seria ajudar as crianças quanto a estas dificuldades.
começamos a Intervenção apresentando diferentes bilhetes e questionando as crianças sobre o tipo de texto, logo apos apresentamos no quadro a estrutura de um bilhete e com um texto de apoio contextualizando o assunto distribuímos atividades de interpretação, nesta atividade já tinha em uma questão a proposta para os alunos produzirem um bilhete para um colega de sua preferencia. Corrigimos e propomos as crianças para fazer a reescrita e assim trocarem os bilhetes em sala.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

V Intervenção

Diante das dificuldades, que diagnosticamos  anteriormente, enfrentadas pelas crianças do 5° ano, buscamos nesta intervenção maneiras que podesse ajudá-las a avançar. Para isso tivemos como embasamento teórico a autora Ana Tereza Naspolini e usamos algumas de suas metodologias encontradas no livro "Tijolo pore tijolo: leitura e produção escrita ".
Aplicamos em sala tudo o que descrevemos no plano de aula, porém alguns métodos, como a ficha de auto-avaliação. e a ficja de codificação na proxima aplicação deve-se ser interagida um pouco mais, pois os alunos precisam compreender melhor do que se trata. Outra questão que podemos rever também é a produção textual, que ao meu ver devemos ir um pouco mais devagar em questão de pedir para que os alunos produzam o texto todo, quando podemos pedir que produzam o texto por partes, assim, penso que haverá melhor compreensão da turma. 
No mais, nosso desempenho em sala de aula se deu de forma positiva. Alcançamos nossos objetivos, como também tivemos a consciência que devemos aperfeiçoar alguns pontos para que devemos avançar ainda mais em nossas ações. Devo destacar, ainda, a total sitonia entre nós bolsistas, o que fez do nosso trablho uma ação bastante produtiva. Isso nos favorece a ponto de aprendermos uns com os outros e aprendermos ainda que a nossa formação vem sendo diferenciada de modo em que aprendemos a ser professor em contexto real a Educação Básica do nosso país. 



terça-feira, 11 de agosto de 2015

II Aplicação Diagnostica de Leitura, Escrita, Produção e Interpretação Textual.

Como todas as nossas ações no PIBID, planejamos nossa segunda aplicação diagnostica de leitura, escrita, produção e interpretação textual coletivamente. Escolhemos o texto a ser trabalhado e construímos as atividades com questões estruturalistas, conteudistas e discursivas. O principal objetivo deste segundo diagnostico foi analisar os avanços das crianças e o que ainda precisam avançar em relação ao primeiro diagnostico, que na minha visão não foi muito produtiva, talvez pelo fato de ser o inicio das aulas e o primeiro contato deles com nós, bolsistas.
 Nessa segunda avaliação percebemos o entrosamento dos alunos e a nossa flexibilidade com eles, já que a nossa constante presença não é mais um motivo de medo ou vergonha para os mesmos, assim pudemos analisar melhor a turma e constatar com clareza os avanços conquistados, tais como, as mudanças de níveis. É claro que ainda existem dificuldades, como por exemplo, o atropelo de pontuação ou das letras maiúsculas e minúsculas, dentre outros. Mas ficamos satisfeitas em saber que estamos indo por um caminho que esta dando certo e de forma que possa ajudar a turma, assim já sabemos por onde nos basear para que as crianças consigam avançar ainda mais.

A aplicação do diagnóstico não serve apenas para analisar as crianças, mas serve também para nos orientar diante das necessidades da turma, para que, com isso, possamos nos posicionar de maneira correta e encontrar uma metodologia especifica para trabalhar e avançar mais e mais. Tudo isso faz com que a nossa formação seja diferenciada, pois todo trabalho que temos de planejar, aplicar, analisar e refletir nos faz ter uma visão mais ampla da realidade da educação do nosso país e nos faz, também, sonhar com uma educação melhor para nossas crianças. Posso dizer que essa tal diferença será visível quando, de fato, estarmos no papel profissional de ser professor e ministrar uma sala de aula e é claro que as dificuldades vão existir, mas ser bolsista do PIBID- anos iniciais, com certeza fará diferença na minha vida pessoal e profissional, assim como está fazendo no meu processo de formação docente.

   
                                     

quarta-feira, 15 de julho de 2015

IV Intervenção


Para quase todas nossas ações do nosso do cotidiano é necessário planejarmos, mesmo que muitas das vezes não sai exatamente como imaginamos. E não deixa de ser diferente no PIBID, quando nos reunimos para planejar nossas intervenções.  De acordo com Libâneo “o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino”. Portanto planejar é de tamanha importância, onde criamos uma metodologia conforme os objetivos a ser alcançado. 


Desta vez não só planejamos como apresentamos nosso plano de aula às coordenadoras e supervisoras, tudo isso com a finalidade de discutimos o que deveríamos melhorar para avançar nos planos de aula e esse foi, assim, mais um trabalho coletivo do nosso grupo. O trabalho em equipe possibilita a troca de conhecimento e agilidade no cumprimento de metas e objetivos compartilhados.

Após ter construído e teorizado nosso método de trabalho no planejamento, chega a vez de irmos por em pratica tudo o que colocamos no papel e que imaginamos que daria certo com a nossa turma do 5º ano. Nossos objetivos foram alcançados com êxito, sem contar quão gratificante foi para nós colocar em pratica tudo o que foi planejado sem ter algum problema, porem às vezes imprevistos acontece, o que não foi o nosso caso. Nosso tema foi poluição e dentro do assunto abordamos um subtema falando da coleta seletiva. Assim começamos com um vídeo abordando o tema, discutimos e questionamos alguns pontos, antes de escutar a canção se essa rua fosse minha e comparar com o poema paraíso, seguindo, ainda no primeiro dia apresentamos e analisamos a palavra geradora,dividimos a sala em quatro grupos e criamos novas palavras conforme as famílias silábicas da palavra geradora e criamos uma disputa com premiação para o grupo que conseguissem formar mais palavras depois entregamos algumas atividades para que os alunos respondessem, fechando nosso primeiro dia de intervenção com tranqüilidade e colaboração da turma. No segundo dia da intervenção, começamos revisando o assunto e corrigimos as atividades. Dividimos a sala novamente em quatro grupos, só que dessa vez para construir caixas de coleta seletiva de lixo e também panfletos que aborda o assunto estudado, as criança interagiram e colaboraram e também se divertiram. Depois da construção aconteceu a exposição do material construído no horário do intervalo, com intuído dos alunos interagirem  com todo corpo escolar.





terça-feira, 16 de junho de 2015

III Intervenção

De forma planejada e ajustada coletivamente, decidimos trabalhar ludicamente com música, transformando assim, nossa atividade em um momento prazeroso de conhecimento. Com tudo, pude perceber que os alunos participaram espontaneamente e esse é um dos objetivos do trabalho lúdico.



Lúdico é a forma de desenvolver a criatividade, os conhecimentos, raciocínio de uma criança através de jogos, música, dança, mímica. O intuito é educar, ensinar se divertindo e interagindo com os outros. O brincar é considerado uma importante fonte de desenvolvimento e aprendizado. Caracterizando-se por ser espontâneo funcional e satisfatório. Sendo funcional: ele não deve ser confundido com o mero repetitivo, com a monotonia do comportamento cíclico, aparentemente sem alvo ou objetivo. Nem desperdiça movimento: ele visa produzir o máximo, com o mínimo de dispêndio de energia. Segundo Luckesi são aquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis.

Para começar, iniciamos a atividade de rotina com uma musica do Padre Marcelo Rossi - “Erguei as mãos”, no lugar da oração do Pai Nosso. Então cantamos e dançamos, assim, nos alongamos com os movimentos e isso foi uma motivação para que as crianças se entusiasmassem euforicamente para saber o que estaria por vir. Distribuímos para os alunos a letra de uma musica de Luis Gonzaga, chamada “Forró das crianças”, exibimos a música e cantamos juntos. Logo após, fizemos questionamentos relacionados tanto com a letra e o ritmo da música, quanto ao cantor, tudo isso em um processo bem detalhado. Em seguida pedimos a eles, ainda com a letra da música, que procurassem palavras que desconheciam e anotamos todas no quadro e em dupla pedimos que pesquisassem os significados nos dicionários que já tínhamos distribuído, depois corrigimos oralmente.


Para contextualizar, distribuímos um texto que falava da origem, história e características do forró e pedimos que eles lessem individualmente para que em seguida e também em dupla pudessem responder oralmente algumas questões sobre o texto. Depois da codificação e descodificação, partimos para apresentação da palavra geradora “CULTURA”, encontrada no texto sobre o forró e a discorremos no processo de análise e síntese do Método Sociolinguístico.


Após tudo o que descrevi a cima, no dia seguinte voltamos a escola para aplicar as atividades de interpretação, que por conta do tempo não foi possível ser aplicada no mesmo dia, e as corrigimos junto com os alunos.  

segunda-feira, 18 de maio de 2015

II intervenção

Ao começar a aula pensávamos que estávamos agindo de maneira correta o método sociolingüístico, mas, não sei se o nervosismo por estar sendo assistidas pela ex- coordenadora do subprojeto Socorro Cabral ou por mera falta de sintonia com o plano de aula, infelizmente atropelamos importantes passos do método , que forma a codificação e descodificação, indo diretamente para a analise e síntese apresentando a palavra geradora sem apresentar primeiramente o texto e discorremos a família silábica da mesma. Sendo assim, a professora Socorro nos alertou do que havia ocorrido e isto ficou de experiência para nós, não muito boa, pois quando planejamos esperamos que tudo aconteça da melhor maneira e de tal forma que planejamos. E assim foi nosso primeiro dia da II intervenção.



o segundo dia de intervenção procuramos fazer algo dinâmico e que envolvesse toda a classe, então copiamos e recortamos todas as famílias silábicas da palavra geradora que havíamos apresentado no dia anterior, e colocamos em envelopes. Chegamos na sala, fizemos a oração e então começamos dividindo a turma em cinco grupos, explicamos aos alunos que a atividade do dia deveria ser em grupo, onde eles receberiam um envelope com as famílias silábicas que já  havíamos estudado e propomos primeiramente, que eles formassem diferentes palavras, colando no papel madeira. Depois das palavras formadas, cada grupo apresentaram para os colegas suas palavras com quantidade de letras e quantidade de silabas. Apesar de aparecer algumas palavras inventadas ou alguns erros ortográficos a atividade foi muito prazerosa e envolveu a todos. Não supriu nossa decepção do dia anterior, mas nos fez acreditar que podemos ser cada dia melhores, pois, na educação não encontramos uma receita pronta para tudo que pensamos em fazer e, assim, cabe a nós nos especializar conforme nossas experiências.